Cidade
Cidade de ruídos virginais As suas pessoas vagueando pelas ruas que dançam verticais A calçada pisada, a calçada sentida uma euforia secreta, imperturbável Olhos fechados por dentro para ninguém ver Ser invisível/indivisível para invadir O Presente solene nas caminhadas encontradas ou perdidas efémeras Uma cadeira que senta para sentir os ruídos milagrosos de uma respiração Vozes anónimas que se atiram Vão e vêm, embalados no seu discurso sôfrego,paciente,pálido Veste modernas,antigas,param,correm lamentam um atraso Uns segredam que amam, outros segredam que gritam Há os votos de silêncio que não se comprometem com os movimentos mundanos São oblíquos momentos que se dissipam com o cheiro da cidade O cheiro a castanhas que se exalta à entrada da estação O homem que vende livros e pinta sapatos Seus braços viajam, enquanto a sua cabeça procura Procura palavras,sentidos,rugidos ou filtros para um cigarro E a cidade continua emergente, rolante sem o tempo contado para histórias imberbes ou redundantes Está em si, habita-se Sem o tempo alado que se esconde na travessa moribunda Hoje o tempo vai como ninguém quer Hoje o tempo vai como ninguém quer O tempo passa mas sem tocar surdo a um passo leve e plácido Olha uma esquina de ventre aberto Muge uma trança de enleio secreto nasce o pó Do vento fosco a mergulhar no rio livre As caminhadas na areia cimento são cinzas de ontem a adormecer A cidade em mim A cidade em mim Invisível / Indivisível Seus braços viajam Palavras Sentidos Rugidos E a cidade continua A cidade continua Sem o tempo contado Está em si Sem o tempo alado Uns segredam que amam Outros segredam que gritam Olho pelo canto do olho Há uma história por recortar Vozes dentro de um sonho Em bicos de pés Em bicos de pés dedos a soletrar Corre dentro de mim Foge dentro mim
Submitted by The Void — Aug 14, 2026
Cidade de ruídos virginais As suas pessoas vagueando pelas ruas que dançam verticais A calçada pisada, a calçada sentida uma euforia secreta, imperturbável Olhos fechados por dentro para ninguém ver Ser invisível/indivisível para invadir O Presente solene nas caminhadas encontradas ou perdidas efémeras Uma cadeira que senta para sentir os ruídos milagrosos de uma respiração Vozes anónimas que se atiram Vão e vêm, embalados no seu discurso sôfrego,paciente,pálido Veste modernas,antigas,param,correm lamentam um atraso Uns segredam que amam, outros segredam que gritam Há os votos de silêncio que não se comprometem com os movimentos mundanos São oblíquos momentos que se dissipam com o cheiro da cidade O cheiro a castanhas que se exalta à entrada da estação O homem que vende livros e pinta sapatos Seus braços viajam, enquanto a sua cabeça procura Procura palavras,sentidos,rugidos ou filtros para um cigarro E a cidade continua emergente, rolante sem o tempo contado para histórias imberbes ou redundantes Está em si, habita-se Sem o tempo alado que se esconde na travessa moribunda Hoje o tempo vai como ninguém quer Hoje o tempo vai como ninguém quer O tempo passa mas sem tocar surdo a um passo leve e plácido Olha uma esquina de ventre aberto Muge uma trança de enleio secreto nasce o pó Do vento fosco a mergulhar no rio livre As caminhadas na areia cimento são cinzas de ontem a adormecer A cidade em mim A cidade em mim Invisível / Indivisível Seus braços viajam Palavras Sentidos Rugidos E a cidade continua A cidade continua Sem o tempo contado Está em si Sem o tempo alado Uns segredam que amam Outros segredam que gritam Olho pelo canto do olho Há uma história por recortar Vozes dentro de um sonho Em bicos de pés Em bicos de pés dedos a soletrar Corre dentro de mim Foge dentro mim
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